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segunda-feira, 3 de maio de 2010

Irlanda cancela todos os voos desta terça-feira devido a nova nuvem vulcânica

"As últimas informações sobre um desvio para sul da nuvem sugerem que o espaço aéreo irlandês possa ter de ser fechado esta terça-feira, afectando Dublin e alguns aeroportos regionais", segundo as autoridades da aviação civil irlandesas.A Grã-Bretanha e a Irlanda estão muito expostas à acção da nuvem, podendo vir a provocar de novo alguns transtornos no espaço aéreo desta região nos próximos dois dias. Segundo as previsões dos meteorologistas nórdicos as cinzas deverão passar de raspão ao largo da costa Norte portuguesa. Entretanto, amanhã, os ministros dos Transportes da União Europeia vão reunir-se em Bruxelas para debater a gestão integrada do espaço aéreo após a crise causada pela núvem de cinzas. Mas, o debate não vai ser fácil, uma vez que os Estados-membros querem conservar as suas competências soberanas nas matérias de segurança aérea e de controlo dos respectivos espaços aéreos.A 14 de abril, um vulcão localizado no glaciar de Eyjafjallajokull, no sul da Islândia, entrou em erupção e lançou uma nuvem de cinzas de grandes dimensões para a atmosfera que obrigou ao encerramento do espaço aéreo em vários países europeus, provocando um caos sem precedentes na história da aviação civil. A perturbação do tráfego aéreo não só deixou milhares de passageiros em terra, como causou fortes prejuízos às companhias aéreas.
COMENTARIO- Aí está o que eu referi anteriormente, de facto estas nuvens vao ser regulares aparecerem, é muito importante criar uma alternativa, talvez apostar na rede ferroviaria, neste caso na Grã-Bretanha apostar na rede maritima.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Nuvem vulcânica já causou mais prejuízos que os ataques do 11 de Setembro

A nuvem de cinza que resultou da erupção vulcânica na Islândia continuou hoje, sábado, a perturbar o tráfego aéreo em toda a Europa, levando ao cancelamento de cerca de 17 mil voos, divulgou a Organização da Aviação Civil Internacional.
Segundo estimativas da Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), os prejuízos causados ao tráfego aéreo mundial pela nuvem de cinza vulcânica ultrapassam os que foram causados pelos atentados de 11 de Setembro.
Os 16 aeroportos da Alemanha continuam fechados e o espaço aéreo deste país vai manter-se encerrado até às 13 horas de domingo. A Lufthansa anulou todos os seus voos a nível mundial até às 11 horas de domingo.
O espaço aéreo da Letónia, da Lituânia e da Estónia também está fechado e o tráfego aéreo suspenso na Letónia e na Estónia até às 2 horas de domingo.
Na Bielorrússia foram cancelados vários voos e outros partiram com atraso de Minsk enquanto na Rússia o espaço aéreo mantém-se aberto mas os voos para o norte e ocidente foram cancelados e na Roménia o espaço aéreo foi totalmente encerrado a partir das 17 horas.
A Bulgária encerrou o espaço aéreo a partir das 20 horas, a Hungria mantém o seu encerrado até às 09:00 de domingo, a Polónia tem o espaço aéreo fechado até nova ordem e a Croácia teve o seu espaço aéreo encerrado desde as 2:00.
A Bélgica e a Dinamarca têm o espaço aéreo fechado até às 5 horas de domingo.
Em Espanha foram encerrados sete aeroportos durante a tarde mas que já reabriram e a companhia aérea Ibéria cancelou todos os voos europeus, com excepção dos que tinham como destino Portugal, o sul de Itália, a Grécia e a Turquia.
A Finlândia anulou os voos até às 11 horas de domingo. Em França os aeroportos parisienses vão estar encerrados até segunda feira de manhã.
O Reino Unido manteve hoje o seu espaço aéreo fechado, que assim permanecerá pelo menos até às 5 horas de domingo.
O espaço aéreo irlandês vai manter-se encerrado até às 11 horas de domingo e a companhia aérea Ryanair cancelou todos os seus voos para a Europa do Norte e países bálticos até pelo menos às 11 horas de domingo.
Os aeroportos da Islândia mantém-se abertos dependendo da direcção que a nuvem de cinza vulcânica toma em função do vento que se faz sentir.
No norte de Itália está encerrado o espaço aéreo até às 5 horas de segunda-feira
A companhia escandinava SAS cancelou todos os seus voos previstos para o fim-de-semana, com excepção dos voos internos para norte da Noruega, totalizando já um total de 630 cancelamentos.
As nuvens de cinzas que assolam o norte da Europa foram provocadas pela erupção, na quarta feira de manhã, de um vulcão do glaciar Eyjafjallajokull, no Sul da Islândia.
Por todo o mundo foram cancelados vários voos com destino ao Norte e Centro da Europa devido a preocupações de segurança. - JN
COMENTÁRIO- De facto é assustador os prejuizos que esta nuvem causou. Parou toda a europa o que nunca aconteceu. É preciso arranjar alternativas, para quando voltar acontecer casos identicos, conseguirem responder .

terça-feira, 30 de março de 2010

Grécia pede solidariedade da Europa

O primeiro-ministro grego, Georges Papandreou, pediu hoje, terça-feira, à União Europeia para se mostrar solidária com o programa de gestão da crise na Grécia, após uma reunião em Budapeste com o seu homólogo húngaro, Gordon Bajnai.
"Precisamos da solidariedade da Europa para combater as especulações financeiras", declarou, acrescentando que a UE necessita de um "Fundo Monetário Europeu para promover o crescimento económico e a competitividade".
Georges Papandreou indicou que está a tentar obter apoio internacional para a gestão da crise, particularmente da UE.
"O governo grego está na direcção certa para sair da crise financeira. O país vai ter de pagar com um sacrifício pesado, mas os resultados vão chegar rapidamente", disse Bajnai numa conferência de imprensa conjunta.
COMENTARIO- É importante a União Europeia ajudar a Grécia, mas a Grécia nao se pode esquecer que não é o unico pais europeu a precisar de ajuda. Por isso não pode pensar que uma ajuda da União Europeia irá resolver os problemas

segunda-feira, 8 de março de 2010

Prejuízos na Madeira podiam pagar uma terceira ponte sobre o Tejo


A avaliação provisória dos prejuízos causados pelo mau tempo, baseada na recolha de diversas entidades públicas, ascende a mais de 1,5 mil milhões de euros, o que quase pagaria a terceira ponte sobre o Tejo.
Segundo contas da agência Lusa, os prejuízos provocados pelo mau tempo, já declarados por diversas entidades, ascendem pelo menos a 1 502,4 milhões de euros.
Esta verba dava quase para pagar a terceira ponte sobre o Tejo, com um custo estimado de 1,7 mil milhões de euros, 600 milhões dos quais destinados à ferrovia de Alta Velocidade.
Também pagaria a parte portuguesa na ligação em alta velocidade entre o Porto e Vigo (orçada em 1,4 mil milhões de euros) e cobriria o total de 1,4 milhões de euros exigidos na cimeira do Ambiente de Copenhaga pelos países menos desenvolvidos para se adaptarem às alterações climáticas.
As consequências do mau tempo e, todo o país são particularmente visíveis no sector agrícola, mas também na área florestal, sector agropecuário, equipamentos municipais, rede viária, infraestruturas da EDP, telecomunicações e rede de gás canalizado, empresas, principalmente na indústria hoteleira, e habitações privadas.
Só na Madeira, o temporal de 20 de fevereiro terá causado prejuízos na ordem de 1,4 mil milhões de euros, segundo estimativas do governo regional.
Na região Oeste, pelo menos 63 milhões de euros de prejuízo é a estimativa de sete autarquias (Torres Vedras, Alenquer, Azambuja, Cadaval, Lourinhã, Mafra e Sobral de Monte Agraço) após os estragos de um mini ciclone na antevéspera de Natal.
No mesmo dia, na zona de Leiria, o mau tempo causou prejuízos de 2,4 milhões de euros, sobretudo nos concelhos de Peniche e Óbidos, segundo a relação de danos enviada pelas autarquias ao governo.
No grande Porto, os prejuízos foram avaliados em cerca de 3,7 milhões de euros, principalmente na zona de Gondomar, onde as chuvas fortes causaram perdas de 3,5 milhões de euros, de acordo com os "primeiros e muito provisórios" cálculos da autarquia.
No Algarve os danos pelo mau tempo de dezembro estão calculados em 15 milhões de euros só na produção de citrinos e nos Açores, os estragos pelo mau tempo em meados de dezembro e intempéries em fevereiro estão avaliados noutros 15 milhões de euros.
No Alentejo, foram afetados vários concelhos, com destaque para Ourique, onde os prejuízos estão contabilizados em "quase um milhão de euros", de acordo com o presidente da autarquia.
Na semana passada, os agricultores do Baixo Mondego entregaram ao ministro da Agricultura um relatório de prejuízos pelo mau tempo na ordem dos 2,3 milhões de euros em explorações agrícolas.
A estes juntam-se ainda custos privados, perda de postos de trabalho e outros danos ainda não quantificados.
De fora ficaram, por exemplo, os prejuízos "de milhares de euros" de um mini tornado na madrugada de 22 de fevereiro em duas freguesias de Aveiro e danos não quantificados sobre os estragos provocados por um mini tornado na Praia do Vau, Portimão, (24 de fevereiro) que causou estragos em três restaurantes e vários edifícios.
COMENTARIO- De facto é grande prejuizo , a uniao europeia deve ajudar a combater esse prejuizo, caso nao ajudasse isto fica bem caro para cada cidadao portugues.Os impostos iriam subir loucamente.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Madeira/Mau Tempo: Turistas surpreendidos pela tragédia prometem regressar

Funchal, 21 fev (Lusa) - Alguns turistas estrangeiros que se encontram na Madeira a passar férias revelaram-se hoje surpreendidos pela tragédia, mas prometem regressar a uma ilha que descrevem como encantadora.
Peter Dicks, turista inglês, disse à Agência Lusa que é a primeira vez que está na Madeira e confessou que, juntamente com a mulher, estava a gostar da estadia.
"Continuamos a gostar", acrescentou de imediato, apontando o clima que é "melhor" que em Inglaterra, mas sem esquecer o drama que se abateu sobre a ilha.
Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.
COMENTARIO- Foi triste o que aconteceu na madeira. Mas apesar desta situaçao é bom saber que os turistas nao deixem de voltar a esta regiao, pois esta é muito dependente do turismo.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Encontrado provável esconderijo da ETA em Portugal

A polícia encontrou engenhos explosivos numa vivenda perto de Óbidos. Há fortes suspeitas de que a casa tenha sido utilizada por terroristas bascos.

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Óbidos
Encontrado provável esconderijo da ETA em Portugal
A polícia encontrou engenhos explosivos numa vivenda perto de Óbidos. Há fortes suspeitas de que a casa tenha sido utilizada por terroristas bascos

A casa, situada em Casal da Avarela, Óbidos, estava alugada a duas pessoas. A proprietária do terreno terá alertado as autoridades ao verificar que a vivenda estava fechada há vários dias.
O jornal espanhol El Mundo avança o nome de dois presumíveis etarras, suspeitos de terem estado naquela moradia há cerca de uma semana. Desde 2006 que Oier Mielgo e Andoni Fernández são procurados pela polícia espanhola.
As autoridades desconfiam que tenham sido estes homens a abandonar uma carrinha com material explosivo perto de Óbidos, no dia 1 de Fevereiro.
Este episódio reforçou as suspeitas sobre a existência de células da ETA em Portugal.
Tal como a VISÃO noticiou, essa já era a convicção da polícia, quando foram detidos em Moncorvo, no início de Janeiro, os etarras Garikoitz García Arrieta e Iratxe Ortiz de Barrón. Na carrinha conduzida por Arrieta encontravam-se 10 quilos de explosivos, três armas de fogo e um conjunto de matrículas francesas.
Em Junho de 2007, as autoridades descobriram ainda um carro abandonado em Ayamonte, uma localidade encostada à fronteira com o Algarve. O Fiat tinha sido alugado em Quarteira e transportava 115 quilos de nitrato de amónio e detonadores.
Em Agosto desse ano, um grupo de etarras usou um veículo com matrícula portuguesa para executar um atentado à bomba ao quartel da Guardia Civil de Durango.
É este conjunto de casos que leva a polícia portuguesa a acreditar que a ETA possui uma ou mais bases de apoio em Portugal.
Entretanto, a polícia já foi forçada a alargar o perímetro de segurança em redor da vivenda, devido à grande quantidade de explosivos que foi encontrada.
A operação desta madrugada não teve, ao que a VISÃO apurou, a colaboração das autoridades espanholas, tendo as investigações resultado, em exclusivo, do trabalho da Unidade Nacional Contra-Terrorismo da Polícia Judiciária, dos serviços de informações portugueses e da GNR.
COMENTARIO: Sempre imaginei que houvesse um base da ETA em portugal , pois, é um pais que está muito perto. Acho que a policia portuguesa está a fazer um bom trabalho quanto a este caso da ETA.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Citroen e Peugeot vão recolher 600 carros em Portugal

A Peugeot e a Citroen vão proceder à "recolha preventiva" de cerca de 100 mil veículos a circular na Europa. Em Portugal, 600 viaturas vão ser revistas.
Em comunicado, o Grupo PSA anunciou a recolha de algumas versões do Peugeot 107 e do Citroen C1. O anúncio ocorre alguns dias depois de a Toyota ter anunciado a recolha de oito modelos na Europa, para reparar um potencial mau funcionamento do pedal do acelerador.
Os modelos em causa são produzidos em colaboração com a Toyota e fabricados numa fábrica comum, anunciou a PSA.
"É uma campanha preventiva, e em Portugal abrange cerca de 600 veículos, cerca de oito por cento" dos 97 mil Peugeot 107 e Citroën C1 que circulam na Europa, disse à Lusa José Raul Pereira, da Automóveis Citroën.
"Os clientes visadas serão avisados por correio dentro em breve", pode ler-se, ainda, no documento.
COMENTARIO: Esta recolha preventiva pode ter acontecido talvez por uma produçao muito acelarada por parte das máquinas , para combater a crise mundial.
Esta recolha que sirva de exemplo para as marcas pois , isto pode levar a uma desconfiança por parte da populaçao o que piorará a situaçao.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Vento forte arranca árvores e chapas de metal em escola de Vila Viçosa

Vento forte, com rajadas, arrancou várias árvores e chapas de metal no recinto da Escola Secundária de Vila Viçosa, distrito de Évora. As aulas foram suspensas durante a tarde para balanço dos prejuízos.
O director da escola, Rui Sá, explicou à Agência Lusa que os estragos aconteceram "cerca das 12:30h", após o que as aulas foram suspensas "durante o resto do dia", devendo ser retomadas "terça-feira".
"Isto pareceu uma espécie de tornado. A escola está em obras e, no espaço de quatro ou cinco minutos, o vento passou entre os monoblocos [contentores] onde decorrem as aulas e fez 'voar' várias chapas de metal", descreveu.
O director do estabelecimento de ensino, frequentado por perto de 760 alunos, disse que o vento forte "arrancou grande parte da estrutura de chapas" que funciona como cobertura entre os monoblocos, para proteger da chuva e "várias das divisórias de metal" que separam a zona de obras do restante recinto da escola.
"Muitas dessas divisórias de metal 'voaram', nem sabemos para onde, e os aparelhos de ar condicionado dos monoblocos foram parar ao chão", acrescentou, precisando que foram ainda arrancadas "pelo menos quatro árvores".
Segundo afirmou, o fenómeno não provocou feridos mas causou "susto" entre a comunidade escolar, até porque "a porta de um dos contentores também foi arrancada enquanto decorria uma aula". "Foi um autêntico pandemónio", frisou Rui Sá.
Uma das funcionárias da escola, Maria Armanda, que se encontrava no interior de um dos monoblocos, disse que sentiu "tudo a abanar" e que foi "um grande susto".
A mesma funcionária descreveu que, durante aqueles minutos, "só ouvia as crianças a gritar" e que muitas delas "já estavam debaixo das mesas" das salas de aula, mas "ninguém se aleijou".
Uma "minoria" de alunos não foi dispensada das aulas desta tarde, de acordo com o director, por se trataram de estudantes de cursos profissionais e dos SEF, que dão equivalência ao nono ano.
"Esses alunos têm aulas num dos edifícios próprios da escola, que não foi afectado, e têm horas para cumprir em termos de carga curricular", ressalvou Rui Sá.
Contactado pela Lusa, o Instituto de Meteorologia (IM) esclareceu que as suas estações não detectaram qualquer tornado naquela zona alentejana, mas frisou que tal não significa que o fenómeno não possa ter ocorrido.
O IM esclareceu que o território continental, "especialmente a região Sul", está hoje a ser afectado por uma situação de "instabilidade convectiva, moderada a severa, muito localizada".
COMENTÁRIO- O clima e deve ser de facto uma grande preocupação para a popolação, pois ventos destes , que aconteceram na escola secundaria de Vila Viçosa , sao muito perigosos .
Ainda bem que nao houve feridos mas o país tem de estar preperado para estas situações pois pode acontecer em qualquer lugar no país.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Portugal em alerta Amarelo devido ao mau tempo


Portugal Continental e ainda o arquipélago da Madeira estão hoje sob alerta Amarelo devido ao mau tempo. O Instituto de Meteorologia prevê chuva forte e queda significativa de neve nas terras altas o que levou a protecção civil a antever a possibilidade de cheias e de mais acidentes rodoviários.

Todos os distritos de Portugal Continental e o arquipélago da Madeira estão hoje com aviso Amarelo. A chuva forte, o vento e ainda a queda de neve, segundo as previsões do Instituto de Meteorologia, levaram a protecção civil a lançar o alerta.A Autoridade Nacional de Protecção Civil já tinha anunciado que iria accionar o aviso Amarelo, o segundo de uma escala de quatro níveis, a partir das 21 horas de ontem, uma situação que de deverá manter até ao início da tarde de amanhã.Pretende-se com este alerta "responder com máxima prontidão e eficácia a eventuais situações de emergência" que podem surgir depois do Instituto de Meteorologia prever para hoje períodos de chuva forte, queda de neve acima dos 500 metros nas regiões Norte e Centro durante a noite e manhã, vento fraco a moderado sendo muito forte nas terras altas com rajadas até 90 km/hora.As trovoadas são também uma hipótese provável, enquanto as temperaturas mínimas vão subir e as máximas vão chegar aos 13 graus em Lisboa, no Porto 11, em Bragança 3, Vila Real 5 e Faro 15.Cheias rápidas, incêndios urbanos e acidentes rodoviáriosA Autoridade Nacional de Protecção Civil alerta que, devido à previsão de chuva forte, existe a possibilidade de cheias rápidas, aumento dos incêndios urbanos e de acidentes rodoviários devido à formação de lençóis de água nas estradas.O alerta estende-se também para as regiões do litoral já que podem surgir eventuais dificuldades com embarcações e possibilidade de acidentes junto à costa devido à agitação marítima.A Autoridade prevê, igualmente, a persistência de neve e gelo nas estradas, nomeadamente no nordeste do país, que pode levar a eventual isolamento de núcleos habitacionais e à possibilidade de veículos e pessoas ficarem retidos nas estradas.Por força do mau tempo que se faz sentir, a Autoridade Nacional de Protecção Civil determinou a todos os comandantes operacionais distritais e respectivos comandos de operações de socorro a promoção de reuniões entre todos os agentes da protecção civil locais, para avaliação da necessidade antecipada de corte de estradas e a tomada de medidas de prevenção activa, visando uma "resposta antecipada ou imediata a possíveis emergências".Para quem anda nas estradas fica também a recomendação de que a condução de veículos deve ser feita a baixas velocidades, com o cumprimento da sinalização relativa ao corte de estradas, adequada fixação de estruturas soltas, como andaimes e placards, não utilização de braseiras e a obrigação de desligar todos os aparelhos de aquecimento sempre que as pessoas se ausentem das habitações.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Clima: UE pressiona China a uma semana da cimeira de Copenhaga30/11/09 13:01 CET


A União Europeia pediu à China que assuma um “papel central” no combate às alterações climáticas. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, recebeu em Nankin, no Leste do país, o presidente da Comissão Europeia e o homólogo sueco – que assume a presidência rotativa dos Vinte e Sete – para uma cimeira dominada pelo Clima. Pequim promete um compromisso “sério” nas sublinha que os “esforços enormes” não podem ser feitos em detrimento do seu desenvolvimento. Na semana passada, a China anunciou pela primeira vez valores concretos, prometendo uma redução das emissões poluentes por unidade de PIB de 40 a 45 por cento até 2020. A cimeira UE-China acontece uma semana antes da conferência internacional sobre o Clima em Copenhaga. A capital dinamarquesa deixou ontem uma mensagem “verde” aos líderes mundiais, ao acender uma árvore de Natal “ecológica”. Alimentada por várias bicicletas, a árvore vai contar até ao dia 18 de Dezembro com as pedaladas de dezenas de voluntários.

Cimeira de Copenhaga. Há luz (verde) ao fundo do túnel


A confirmação da presença de Obama e o plano de eficiência energética anunciado ontem pela China relançam as expectativas para a cimeira, a menos de dez dias para o início Depois de confirmar, com duas semanas de avanço, o fracasso da cimeira de Copenhaga (7-18 de Dezembro), os dois maiores emissores mundiais de gases com efeito de estufa, China e EUA, estão a insuflar nova vida na 15.a Conferência das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas (COP 15).Ontem, o governo chinês anunciou um plano de eficiência energética para reduzir 40 a 45% a intensidade de carbono em 2020 relativamente aos níveis de 2005. A intensidade carbónica mede a quantidade de CO2 emitida por unidade de PIB - isto é, sujeita a redução de emissões ao crescimento económico. É a primeira vez que a China especifica, com números, uma promessa para reduzir a pegada de carbono do país mais contaminante do planeta. "É uma acção voluntária adoptada pelo governo tendo em conta as condições nacionais, e é um grande contributo para os esforços para lutar contra as alterações climáticas", afirmou o Conselho de Estado chinês. O gigante asiático garantiu também a presença do seu primeiro-ministro, Wen Jiabao, na capital dinamarquesa - outra boa notícia para a COP 15 - mas teve o cuidado de antecipar que não tenciona limitar as emissões de CO2. Antes pelo contrário. O principal negociador chinês em Copenhaga, Yu Qingtai, rejeitou para si quaisquer restrições, mas exigiu aos países desenvolvidos um compromisso. "China e os outros países em desenvolvimento não terão de apresentar metas", recorda Francisco Ferreira, vice-presidente da associação ambientalista Quercus. "Isso já tinha sido decidido em Bali [na COP 13, em 2007], mas vão ter de fazer um esforço para que as economias dependam menos do carbono."Na véspera, a Casa Branca tinha certificado a passagem de Barack Obama pela Conferência de Copenhaga a 9 de Dezembro, dois dias depois do início e portanto à margem das decisões importantes, que serão adoptadas por mais de 60 chefes de Estado e de governo na última semana da COP 15. A visita, de apenas um dia, foi inserida na agenda à ultima hora, aproveitando a recolha do prémio Nobel da Paz em Oslo a 10 de Dezembro.Mesmo assim, foi recebida com entusiasmo por ambientalistas de todo o mundo. "O compromisso pioneiro da China e a comparência de Obama são passos no bom caminho", diz, em conversa telefónica com o i, Ninni Ikkila, da International Union for Conservation of Nature (IUCN). A coordenadora para as Alterações Climáticas da IUCN admite que são passos "pequenos, mas passos ao fim e ao cabo".Francisco Ferreira lembra que Obama "está de mãos atadas pelo Congresso e pelo Senado" e acredita que o presidente dos EUA "se calhar, até vai numa altura mais crucial". Em Copenhaga, o líder norte-americano deverá anunciar o primeiro compromisso dos EUA, em mais de uma década, para reduzir a produção de gases contaminantes. Os valores prometidos pela Casa Branca são de menos 17% para 2020, 30% para 2025, 42% para 2030 e uma diminuição de até 83% para 2050. O ano de referência escolhido foi 2005, o que representa uma redução de apenas 4% em relação a 1990, a data considerada pelos 193 signatários do Protocolo de Quioto, nascido na COP 3 em 1997. Os EUA não estão nessa lista.O porta-voz da ONU para as Alterações Climáticas, Yvo de Boer, sublinhou ontem que "não há um plano B" se falhar Copenhaga e pediu aos países desenvolvidos e em desenvolvimento que ponham "preto no branco" os objectivos de redução de emissões. Uma vez descartado um acordo vinculativo em Copenhaga, De Boer pediu ao menos "um acordo que desencadeie acção imediata" antes do fim de Quioto, em 2012. "Não há tempo a perder", defendeu o funcionário da ONU.

Cimeira de Copenhaga: números de um insucesso anunciado17/11/09 19:53 CET

Foi o plano B que o primeiro ministro dinamarquês, Lars Loekke Rasmussen, apresentou aos países da Ásia Pacífico em Singapura, no domingo. Para salvar a Cimeira de Copenhaga, Rasmussen formulou um acordo político que adia um possível tratado legalmente vinculativo. Ao recusar fixar os objectivos vinculativos, os 21 países da APEC travaram as ambições de Copenhaga. Na verdade, dois dos seus membros, a China e os Estados Unidos, emitem, sozinhos, 40 por cento de gazes com efeito estufa no planeta. Os Estados Unidos não avançaram números de redução do CO2: estão em segundo lugar no ranking de poluidores mundiais logo a seguir à China. Uma lei para reduzir as emissões em 17 por cento de 2005 a 2020 ainda não foi votada no Senado, depois da passagem na Câmara dos Representantes, em Junho. A União Europeia e o Japão anunciaram objectivos firmes para Copenhaga: uma redução de 20 por cento para os europeus, de 25 por cento para os nipónicos, mas ao nível da emissão de gases de 1990 até 2020. Os Estados Unidos não avançam objectivos específicos de redução. A China e a Índia recusam objectivos vinculativos. Os grandes poluidores, apesar de recentes, juntam-se à União Africana para exigir que os países ricos reduzam 40 por cento, até 2020, mas calculados em relação às emissões de 1990. É difícil conciliar interesses tao contraditórios mas, entretanto, as emissões para a atmosfera continuam a aumentar. Depois de 1990, data de referência do protocolo de Quioto, as emissões progrediram 41 por cento, com um pico de 29 por cento entre 2000 e 2008. A última notícia inquietante, segundo a Revista Nature Geoscience, é que os oceanos e florestas armazenam cada vez menos CO2. A função de poços de carbono está simplesmente a esgotar-se.

O primeiro dia da Nova Europa

Tratado de Lisboa entra em vigor a partir de hoje e estabelece as novas "regras do jogo"
2009-12-01
HELENA TEIXEIRA DA SILVA*
A União Europeia é uma espécie de jogo cujas regras foram estabelecidas para um determinado número de jogadores (países). Novos jogadores implicaram novas regras. É o que o Tratado de Lisboa determina a partir de hoje.
Em 2004, a União Europeia (UE) - que começou em 1957 com apenas seis países -, acolheu mais dez novos Estados-membros, um alargamento histórico que transformou a UE num território político e económico de 25 países e 450 milhões de cidadãos. No ano seguinte, houve a pré-adesão da Bulgária e da Roménia, que passaram a integrar oficialmente a UE no início de 2007. Previsivelmente, as regras que antes serviam seis ou 15 ou 25 países deixaram de ser suficientes.
O Tratado de Lisboa é a reforma de um documento que bastou até 2004; é a reforma da Constituição Europeia que, na altura, também já foi assinada com o objectivo de simplificar a vida de quem pertence à UE, seja através de leis, tratados ou protocolos. Este novo Tratado - não por acaso, também designado Tratado Reformador - leva mais longe um exercício que, de forma simplificada, passa por colocar 27 países a falar a mesma linguagem jurídica.
Paralelamente, este acordo, ratificado a 19 de Outubro de 2007, torna a UE num território mais forte, não só para dentro, mas sobretudo para fora, para o exterior. O próprio presidente da República, Cavaco Silva, sublinhou a importância do Tratado de Lisboa, alegando que só assim a Europa poderá ter "uma voz forte e unida", tornando-se "mais ouvida".
De resto, essa é a principal missão de Espanha que, no primeiro semestre do próximo ano, irá assumir a presidência da UE, tendo de confrontar-se com a crise económica, os debates sobre a reforma do modelo produtivo, a complexa agenda internacional, o debate ambiental e as novas adesões. E se o primeiro-ministro espanhol, Luis Zapatero, já afirmou que o Tratado deve ser uma nova energia para a Europa, o chefe da diplomacia, Angel Moratinos, já sugeriu que a UE deveria estudar a possibilidade de criar um G-3, com os Estados Unidos e a China, para aspirar a ser um actor global de peso em política externa.
Os dados estão lançados e, aparentemente, a receptividade é total. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, declarou ontem esperar que "a integração europeia avance e impulsione ainda mais as suas relações com a China".
Apesar de o Tratado ter maiores repercussões no funcionamento da Europa como um todo [Ver infográfico] e não no sistema individual de cada país, o primeiro-ministro português, José Sócrates, já deixou claro que não deixará de contribuir para que os objectivos do Tratado sejam cumpridos. "Portugal é um país europeu capaz de construir e manter pontes com África e a América Latina, é uma nação do Atlântico Norte especialmente sensível aos desafios do Atlântico Sul. E isto coloca-nos numa posição única para compreendermos bem que o mundo só tem a ganhar com o diálogo e a cooperação entre regiões, comunidades e civilizações".